Assunto Geral: A Majestade do Senhor.
Assunto Específico: A Majestade do Senhor revelada na criação!
Texto: Salmo 8.
Objetivo Geral: Consagração.
Objetivo Específico: Levar os irmãos a buscarem conhecer mais a Majestade do Senhor.
Proposição: O conhecimento da Majestade do Senhor nos leva a louvá-lo.
Introdução
Em todos os quadros de pintura encontramos a assinatura de seu autor para sua identificação. É pela assinatura que sabemos quem é o artista e pela sua beleza reconhecemos a habilidade de tal artista. O Senhor, Autor do Universo, também deixou sua marca na criação, sua assinatura em sua obra. Observar Sua assinatura é reconhecer que tudo veio Dele e sem nada do que foi feito se fez (Jo 1.3).
A criação é uma fonte de conhecimento do Senhor. Observar a natureza é como desvendar um pouco do mistério de Deus. A natureza nos dá muito sobre quem é o Senhor e como se revela. A teologia chama isso de Revelação Geral, que é a revelação irrestrita às Escrituras que Deus dá a todos os homens, de todos os lugares e de todos os tempos, por isso não há ninguém indesculpável diante de Deus (Rm 1.20). A revelação geral se divide em interna, que é a capacidade da consciência discernir a respeito de Deus e a externa, que são as verdades divinas transmitidas pela natureza e pela história.
A marca maior do Senhor presente na Sua Criação, a maior característica revelada pela Sua Obra é Sua Majestade. Majestade é a forma de tratamento destinada aos reis. Um respeito que está acima de todos os outros. Sal 93:1 - O SENHOR reina; está vestido de majestade. O Senhor se revestiu e cingiu de poder; o mundo também está firmado, e não poderá vacilar. 1Cr 29:11 - Tua é, Senhor, a magnificência, e o poder, e a honra, e a vitória, e a majestade; porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra; teu é, Senhor, o reino, e tu te exaltaste por cabeça sobre todos. O Salmo 8 ensina que o Senhor é Majestoso. Mas quais são as razões da Magnificência do Senhor? Porque Ele é Majestoso?
1. A Majestade do Senhor é revelada nos céus (1).
Algumas versões trazem a palavra céu em outras céus. Há uma preferência para céus justamente para trazer uma idéia de grandeza. Refere-se ao lugar onde o sol, a lua e as estrelas habitam (v. 3), o Universo. Este espaço infinito foi criado pelos dedos do Senhor. Embora grande o Universo em relação a nós é pequeno em relação a Deus. O universo é infinita para o homem, mas Deus o mediu com seus palmos (Is 40.12). Demonstra através de uma comparação simplista a Grandeza, a Majestade, o Poder, a Glória do Senhor.
O Universo é tão grande que é medido sob unidade ano luz. Uma unidade de ano luz corresponde aproximadamente a 10 trilhões de quilômetros. O universo tem 46 bilhões de anos luz. O universo tem cerca de 100 trilhões de galáxia. Em nossa galáxia a maior estrela é o sol. O sol é responsável por 99,86% da massa do Sistema Solar. É 1.300.000 vezes maior do que a terra. A temperatura da superfície do sol é 5.505 C. No núcleo ultrapassa 15 milhões C. Uma matéria que não se consome. Uma obra de arte.
O céu manifesta e divulga a Majestade do Senhor. O céu expõe e extende triunfante a Majestade do Senhor. Os astros do céu cantam a Majestade do Senhor. Mas para ouvi-los cantar precisamos parar e observar.
2. A Majestade do Senhor é revelada na Sua relação com o homem (2-8).
2.1. A Majestade do Senhor revelada na vida do homem (2-4).
O Senhor revela Sua Majestade nos céus, mas também nos pequeninos bebês. O Senhor que criou Universo é o mesmo Senhor que criou os homens. A relação do Senhor com o homem também revela sua Majestade a partir do seu chamado à existência, de sua vida.
A vida é uma força, cujo Criador é o Senhor Majestoso. A vida é um dom, um presente gracioso, um dom que cala o inimigo. Mostra Sua capacidade de trazer a existência coisas que não existem. A vida revela a Majestade do Senhor.
Ninguém pediu para nascer, mas o Senhor trouxe a vida dando-a de presente. Cabe ao homem agradecer por ela e cuidar daquilo que o Senhor lhe deu.
2.2. A Majestade do Senhor revelada na missão do homem (5-8).
A Majestade do Senhor é revelada também na missão do homem, dominar a criação, cuidar de tudo que o Senhor criou. É um privilégio para o homem ser mordomo do Senhor.
Quem é o homem para cuidar da criação? Cuidar dela é uma grande missão não pelos mistérios complexidades, apesar de tê-los, mas pelo fato de pertencer ao Senhor. Não há comparações, mas seria como dirigir um carro cujo valor e manutenção está além de sua capacidade. É como cantar com Aline Barros, jogar com o Messi, dirigir para Barack Obama. Da mesma forma ser mordomo do Senhor, cuidar de Sua Criação é uma tarefa que está além de nossos méritos.
3. A Majestade do Senhor revelada no louvor (9).
A majestade do Senhor está nos céus e na terra. A Majestade do Senhor está em todo lugar. Ao reconhecer esta Majestade Davi, o escritor do Salmo 8 louva o Senhor.
O louvor é um dos reconhecimentos da Majestade do Senhor através da verbalização. É um pronunciamento solene da Majestade do Senhor.
Louvar ao Senhor é justiça: Regozijai-vos no SENHOR, vós justos, pois aos retos convém o louvor. Salmos 33:1. O louvor ao Senhor é cotidiano: E assim a minha língua falará da tua justiça e do teu louvor todo o dia. Salmos 35:28. O louvor é conseqüência de conhecer ao Senhor: Os meus lábios proferiram o louvor, quando me ensinaste os teus estatutos. Salmos 119:171
Conclusão
Reconhecimento da majestade em nossas vidas particulares deve mudar algo em nós. Nossa forma de pensar e de agir. O reconhecimento da Majestade do Senhor muda nosso palavreado, nosso caráter e nosso comportamento.
Quem reconhece a Majestade do Senhor tem reverência. Reverência significa respeito, honra, temor, valorização de Sua Presença. Reverência se dá na obediência. Quem reconhece quem é o Senhor e deseja tratá-lo com reverência deve obedecê-lo. Ter uma vida pura. Cumprir o que ordena. Quem deseja reverenciá-lo deve ter um relacionamento próximo, de comunhão, de intimidade com Ele. Conhecê-lo e prosseguir em conhecê-lo. Quem deseja reverenciá-lo deve propagar o seu nome. Fazer com que Sua Palavra esteja em sua boca. Torná-lo conhecido àqueles que ainda não reconheceram Sua Majestade.
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