Assunto Geral: Ofertas
Assunto Específico (tema): O ofertante e a sua oferta!
Texto: 2 Coríntios 9.7
Objetivo geral: Consagração
Objetivo específico: Transformar os membros da igreja em ofertantes.
Proposição (grande ideia): No coração do ofertante existe a generosidade, alegria e o desejo de ver o Senhor Jesus conhecido e glorificado através da cada pessoa.
Introdução (captação)
Dízimos e ofertas formam um assunto muito polêmico e ao mesmo tempo necessário para se tratar hoje em dia. Primeiro porque o valor dado ao dinheiro torna o assunto delicado. Segundo porque muitas dúvidas existem em relação ao mesmo, como por exemplo: Sou obrigado a dar 10%? Tenho que entregar o dízimo sempre na igreja? Tenho que pagar os dízimos atrasados? Nesta reflexão queremos mostrar o que é realmente importante para termos uma espiritualidade sadia e sermos generosos e livres em relação às nossas contribuições na igreja.
Desenvolvimento
A palavra dízimo significa “dez por cento”. O dízimo começou com Abrão. Deus não havia pedido, mas espontaneamente deu o dízimo a Melquisedeque. Este Melquisedeque não cobrou o dízimo de Abrão. Melquisedeque era o rei em Salém, cidade que futuramente se tornaria em Jerusalém. Abrão separou a décima parte do seu ganho e o entregou a uma pessoa pois queria demonstrar sua gratidão à ele. A origem do dízimo é uma fonte de generosidade. Este o princípio que o dízimo ensinou na história.
Na construção do Tabernáculo, nos tempos de Moisés, Deus pediu ofertas para quem desejasse em seu coração (Êxodo 25.2-7: “Diga aos israelitas que me tragam uma oferta. Receba-a de todo aquele cujo coração o compelir a dar. Estas são as ofertas que deverá receber deles: ouro, prata e bronze, fios de tecido azul, roxo e vermelho, linho fino, pêlos de cabra, peles de carneiro tingidas de vermelho, couro, madeira de acácia, azeite para iluminação; especiarias para o óleo da unção e para o incenso aromático; pedras de ônix e outras pedras preciosas para serem encravadas no colete sacerdotal e no peitoral.).
As ofertas nunca foram e nunca deverão ser obrigatórias, mas sim voluntárias. Naquela mesma ocasião Ele descreveu os tipos de ofertas que queria: ouro, prata, bronze, madeira, azeite e etc.
Estes tipos servem para tornar possível a participação de pessoas de todas as classes. Quem tem ouro dê ouro. Quem tem prata dê prata. Quem tem bronze dê bronze. Quem tem madeira dê madeira. Quem tem azeite dê azeite. Cada um dê o que tem. O que não agrada a Deus é mentirmos para nós mesmo, ou seja, dar bronze quando eu posso dar ouro. Este tipo de oferta mostra a mesquinhez do fiel (que nem deveria ser chamado de fiel neste contexto).
Oferta é culto a Deus, expressão de gratidão. A oferta deve traduzir o sentimento do coração. Não deve ser tratada como uma troca com Deus: Vou ofertar para Deus me abençoar! E nem para a auto promoção: Vou dar minha oferta para que as pessoas me vejam e me admirem?
Em Malaquias 3.10 a Bíblia fala do dízimo para que haja mantimento na casa do Senhor: Tragam o dízimo todo ao depósito do templo, para que haja alimento em minha casa. Ponham-me à prova”, diz o Senhor dos Exércitos, “e vejam se não vou abrir as comportas dos céus e derramar sobre vocês tantas bênçãos que nem terão onde guardá-las.
Naquela época as pessoas ofertavam animais, e os que estavam sendo oferecidos eram os piores, animais doentes, ou que haviam sido destroçados, ou seja, as pessoas estavam oferecendo a Deus aquilo que não lhes servia mais. Corremos o mesmo perigo hoje em dia em oferecer a Deus aquilo que não nos serve mais. Se a sua oferta não é importante para você também não será importante para Deus.
Infelizmente hoje em dia muitas igrejas evangélicas e muitos pastores evangélicos tem usado estes princípios para extorquir seus fiéis. São verdadeiros ladrões que estão enfiando a mão no bolso das pessoas para se enriqueceram. São pastores do diabo que darão conta a Deus. São verdadeiros estelionatários que deveriam estar presos.
O dízimo é um mandamento dado exclusivamente a Israel. Faz parte das leis cerimoniais utilizadas no culto litúrgico dos judeus. Estas ordens a Israel não se aplicam a igreja hoje em dia, como: guarda o sábado, ter uma linha sacerdotal e apedrejar os adúlteros.
Jesus denunciou os dizimistas da sua época pela falta de piedade e compaixão demonstrada nas atitudes cotidianas. Mas exaltou uma mulher que deu uma única moeda.
A questão não é o valor da oferta, mas o coração do ofertante. Como um verdadeiro adorador age em relação aos dízimos e as ofertas? Como deve ser então o coração do ofertante?
Em 2 Coríntios 8 e 9 Paulo fala das contribuições da igreja da Macedônia em ajuda a outras igrejas.
Nestas palavras podemos tirar lições para que nossos corações sejam ofertantes:
1. Não limite sua generosidade (8.2-4);
No meio da mais severa tribulação, a grande alegria e a extrema pobreza deles transbordaram em rica generosidade. Pois dou testemunho de que eles deram tudo quanto podiam, e até além do que podiam. Por iniciativa própria eles nos suplicaram insistentemente o privilégio de participar da assistência aos santos.
2. Antes de entregar a oferta, entregue o seu coração (8.5);
E não somente fizeram o que esperávamos, mas entregaram-se primeiramente a si mesmos ao Senhor e, depois, a nós, pela vontade de Deus.
3. Siga o exemplo de Jesus Cristo (8.9);
Pois vocês conhecem a graça de nosso Senhor Jesus Cristo que, sendo rico, se fez pobre por amor de vocês, para que por meio de sua pobreza vocês se tornassem ricos.
4. Sua fartura pode suprir a necessidade do outro (8.13-15);
Nosso desejo não é que outros sejam aliviados enquanto vocês são sobrecarregados, mas que haja igualdade. No presente momento, a fartura de vocês suprirá a necessidade deles, para que, por sua vez, a fartura deles supra a necessidade de vocês. Então haverá igualdade, como está escrito: “Quem tinha recolhido muito não teve demais, e não faltou a quem tinha recolhido pouco”.
5. Não contribua com pesar, mas com alegria (9.7);
Cada um dê conforme determinou em seu coração, não com pesar ou por obrigação, pois Deus ama quem dá com alegria.
6. O objetivo do enriquecimento deve ser alcançar a generosidade (9.11);
Vocês serão enriquecidos de todas as formas, para que possam ser generosos em qualquer ocasião e, por nosso intermédio, a sua generosidade resulte em ação de graças a Deus.
7. A generosidade produz o reconhecimento da glória de Deus (9.12-13);
O serviço ministerial que vocês estão realizando não está apenas suprindo as necessidades do povo de Deus, mas também transbordando em muitas expressões de gratidão a Deus. Por meio dessa prova de serviço ministerial, outros louvarão a Deus pela obediência que acompanha a confissão que vocês fazem do evangelho de Cristo e pela generosidade de vocês em compartilhar seus bens com eles e com todos os outros.
Conclusão (aplicação)
Se você ainda tem dúvidas do que fazer, faça assim:
Contribua regularmente sendo cada vez mais generoso – Jesus disse que nossa justiça deve ir além. Se na Lei o dízimo é 10% na Graça a contribuição regular pode ultrapassar os 10%.
Não se envergonhe por não poder contribuir por uma ocasião especial – Pode ser que em um mês você precise pagar uma conta ou ajudar alguém. Se isso acontecer não se puna por causa disso. Não faria sentido algum você vir ao culto, passar por um necessitado, e não fazer nada.
Não contribua para ser abençoado – As contribuições não servem para trocar favores com Deus.
Lembre-se: Ele é o Senhor de tudo (Salmo 24.1: Do Senhor é a terra e tudo o que nela existe, o mundo e os que nele vivem;). Não faça isso para demonstrar ser uma pessoa boa. Não use de algo tão santo para propósitos espúrios.